Espondilolistese

O que é, sintomas e quando tratar

Dr. Wesley Costa Martins

5/8/20241 min read

Close-up of a spine model with highlighted vertebrae, set against a soft cream background.
Close-up of a spine model with highlighted vertebrae, set against a soft cream background.

A espondilolistese é uma condição da coluna em que uma vértebra desliza para frente em relação à outra. Esse desalinhamento pode causar dor, instabilidade e, em alguns casos, compressão de nervos.

Embora possa parecer algo grave, muitos casos podem ser tratados de forma conservadora, desde que diagnosticados corretamente.

O que é espondilolistese?

A coluna vertebral é formada por vértebras alinhadas. Na espondilolistese, ocorre um “escorregamento” de uma vértebra sobre a outra, geralmente na região lombar.

Esse deslizamento pode variar em grau e nem sempre causa sintomas.

Quais são as principais causas?

A espondilolistese pode ter diferentes origens, sendo as mais comuns:

  • Degenerativa (desgaste natural da coluna com a idade)

  • Ístmica (defeito ou fratura por estresse em uma parte da vértebra)

  • Congênita (alteração desde o nascimento)

  • Traumática

  • Pós-cirúrgica

A forma degenerativa é a mais frequente em adultos.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam conforme o grau do deslizamento e a presença de compressão nervosa:

  • Dor lombar persistente

  • Rigidez na região inferior das costas

  • Dor que pode irradiar para as pernas

  • Sensação de instabilidade

  • Formigamento ou dormência

  • Em casos mais avançados, fraqueza nas pernas

Alguns pacientes podem não apresentar sintomas, mesmo com o diagnóstico.

Quando é necessário procurar um especialista?

É importante buscar avaliação quando:

  • A dor lombar é persistente ou progressiva

  • Há irradiação para as pernas

  • Existe limitação nas atividades do dia a dia

  • Os sintomas estão piorando com o tempo

O diagnóstico correto permite diferenciar a espondilolistese de outras causas de dor na coluna.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende da gravidade e dos sintomas.

Na maioria dos casos, inicia-se com abordagem conservadora:

  • Fisioterapia direcionada

  • Fortalecimento muscular

  • Controle da dor

  • Ajustes na rotina

Em casos específicos, principalmente quando há instabilidade importante ou compressão de nervos, pode ser indicada cirurgia.

Conclusão

A espondilolistese é uma condição relativamente comum e, na maioria das vezes, pode ser tratada sem cirurgia. O mais importante é identificar a causa e avaliar o impacto nos sintomas e na qualidade de vida.

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar a dor e manter uma vida ativa.